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  • Raphael Kakazu

Spoken Word: Música de bruxa



Eu cresci ouvindo da Cássia:

Cuidado com a Cuca, que a Cuca te pega, te pega daqui e te pega de lá.*

Então, nada mais justo que a Cuca,

Se torne malvada se ficar irritada.

Ai veio o Gil dizendo que,

A bruxa é de mentira, bombom de rapa dura.*

Dura? Dura é a vida até você se apropriar do termo bruxa.


Aos dezesseis, aprendi que podia ser o que eu quisesse,

Uma deusa, uma louca, uma feiticeira.*

Realmente, eu era demais. Só era o suficiente.

Para o mundo, para o todo, para os meus pais.

E para todos os amores que disseram:

“Eu não te quero mais.”


Então, conheci a outra face de ser bruxa. Aquela sabe?

Como um cão danado,

O grito é abafado,

É vil e mentirosa,

Deus do céu como ela é maldosa.*

Pois é Rita,

Pior que cobra cascavel, Que veneno cruel, não?

Mas deixa pra lá, vamos em frente que atrás vem gente.


Dois mil e dezesseis, lá no mundo de Oz.

Sinto algo novo em mim,

Nada será igual,

Não vou me sujeitar,

Às regras que me fazem mal.*

Daqui em diante eu decidi ressignificar o que era ser bruxa.

Eu não provo do teu féu, eu não piso no teu chão,

E pra onde você for não leva o meu nome não.*


Estranho, eu, um homem escrevendo no feminino, não?

Me inspirei no André, un hombre bruja.

Transformo coisas feias,

Em coisas lindas de valor.

Ver beleza onde não se vê beleza.

Ver amor onde não se vê amor

Descobrir coisas bonitas,

Onde ninguém dá valor.*


E pra terminar,


Pensou que eu ando só?*

* Se conseguir, leia cantando *


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